Tríduo e Festa de São Crispim e São Crispiniano, em Nova Serrana

Durante 4 anos as celebrações da comunidade aconteceram em uma pequena tenda. E, em maio de 2004, Pe. Paulo Sérgio conseguiu 2 lotes para a construção de um salão.
25 de outubro de 2014

Entre os dias 22 e 25 de outubro, centenas de fiéis de Nova Serrana vão para o bairro São Geraldo para celebrar o Tríduo e a Festa de São Crispim e São Crispiniano. Abaixo você confere a programação completa:

 

22 de outubro | quarta-feira

20h: Santa Missa presidida pelo Monsenhor Paulo.

 

 

23 de outubro | quinta-feira

20h: Santa Missa presidida pelo Padre Davi.

 

 

24 de outubro | sexta-feira

20h: Santa Missa presidida pelo Padre João Luiz Moreira.

 

 

25 de outubro | sábado

18h: Procissão saindo da Capela de São Crispim e São Crispiniano, percorrendo as ruas do bairro. Em seguida, Santa Missa presidida pelo Padre João Luiz Galvão.

 

 

A comunidade 

 

A Comunidade teve início em 26 de fevereiro de 2000, por Pe. Paulo Pereira. Aos poucos foram organizadas as seguintes pastorais: da criança, música, dízimo, liturgia, ornamentação, grupos de reflexão e ministérios da Palavra, Eucaristia, Juventude e Apostolado da Oração.

Durante 4 anos as celebrações da comunidade aconteceram em uma pequena tenda. E, em maio  de 2004,  Pe. Paulo Sérgio conseguiu 2 lotes para a construção de um salão. Que hoje funciona a Capela.

 

 

 

São Crispim e São Crispiniano

 

Crispim e Crispiniano eram irmãos de origem romana. Cresceram juntos e converteram-se ao cristianismo na adolescência. Ganhando a vida no oficio de sapateiros, eram muito populares, caridosos, e pregavam, com ardor, a fé que abraçaram. Quando a perseguição aos cristãos ficou mais insistente, os dois foram para a Gália, atual França.

As tradições seculares contam que, durante a fuga, na noite de Natal, os irmãos Crispim e Crispiniano batiam nas portas buscando refúgio, mas ninguém os atendia. Finalmente, foram abrigados por uma pobre viúva que vivia com um filho. Agradecidos a Deus, quiseram recompensá-la fazendo um novo par de sapatos para o rapazinho.

Trabalharam rápido e deixaram o presente perto da lareira. Mas, antes de partir, enquanto todos ainda dormiam, Crispim e Crispiniano rezaram pedindo amparo da Providência Divina para aquela viúva e o filho. Ao amanhecer, viram que os dois tinham desaparecido e encontraram o par de sapatos cheio de moedas.

Quando alcançaram o território francês, os dois irmãos estabeleceram-se na cidade de Soissons. Lá, seguiram uma rotina de dupla jornada, isto é, de dia eram missionários e, à noite, ao invés de dormir, trabalhavam numa oficina de calçados para se sustentarem e continuar fazendo caridade aos pobres. Quando a cruel perseguição imposta por Roma chegou a Soissons, era época do imperador Diocleciano e a Gália estava sob o governo de Rictiovaro. Os dois irmãos foram acusados e presos. Seus carrascos  torturaram-lhes até o limite, exigindo que abandonassem publicamente a fé cristã. Como não o fizeram, foram friamente degolados, ganhando a coroa do martírio.

O Martirológio Romano registra que as relíquias dos corpos desses dois nobres romanos mártires estavam sepultadas na belíssima igreja de Soissons, construída no século VI. Depois, parte delas foram transportadas para Roma, onde foram guardadas na igreja de São Lourenço da via Panisperna.

A Igreja celebra os santos Crispim e Crispiniano como padroeiros dos sapateiros no dia 25 de outubro. Essa profissão, uma das mais antigas da humanidade, era muito discriminada, por estar sempre associada ao trabalho dos curtidores e carniceiros. Mas o cristianismo mudou a visão e ela foi resgatada graças ao surgimento dos dois santos sapateiros, chamados de mártires franceses.