Clero de Divinópolis se reúne para confraternização e presta homenagem à Dona Gê

5 de agosto de 2014

Em clima de festa, o clero da Diocese de Divinópolis se reuniu, ontem, dia 04 de agosto, dia de São João Maria Vianney (Padroeiro dos Padres), para um momento de confraternização. O almoço festivo aconteceu na cidade de Juatuba e contou com a presença do Bispo Dom José Carlos, muitos sacerdotes,  seminaristas de Belo Horizonte e também com a presença das funcionárias do Seminário de Belo Horizonte, D. Maria Geralda e Elisângela.

Além do momento festivo em comemoração ao dia do padre, a confraternização também foi pelos 25 anos de serviços prestados no Seminário, em Belo Horizonte, pela Dona Geralda (Dona Gê). Rezamos em ação de graças por todos os padres da nossa Diocese e também  pela dedicação de Dona Gê, servindo no Seminário desde o ano de 1989. Às 11h, foi rezada a missa e, em seguida, servido o almoço de confraternização. Dona Gê agradeceu o carinho de todos e lembrou que muitos já passaram no Seminário nesse tempo em que ela lá está. Ficou emocionada com a surpresa e não imaginava que o clero iria  prestar-lhe essa homenagem.

Pe. Rafael Caetano, Pároco da Paróquia São Sebastião, em Florestal, deixa seu abraço aos demais sacerdotes e expressa sua alegria em comemorar os 25 anos de dedicação de Dona Gê, ao trabalho no Seminário. Disse que Dona Gê foi e continua sendo uma espécie de mãe dos seminaristas. Por isso, lhe é muito agradecido:

 

Para Pe. Claudinei Cristiano, responsável por outra paróquia que tem São Sebastião como Patrono, na Cidade de Araújos, celebrar o dia do padre é ressaltar a importância do espírito de comunhão. Esse tipo de iniciativa reforça os vínculos de amizade, coisa tão necessária na vida dos presbíteros:

 

Pe. Carlos Eduardo  trabalha em Pará de Minas, na Paróquia Nossa Senhora da Piedade. Ele ainda é jovem na idade e na vida sacerdotal. Mas, já percebe o perigo do ativismo. Por isso, reconhece o quanto é importante momentos de convivência na vida do clero. Aproveita a ocasião e pede orações para ele e para todos os padres:

 

Pe. Leonardo Moisés atualmente é responsável pela Pastoral Vocacional e trabalha na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Itaúna. Confessa que a Confraternização dos padres foi um dia muito prazeroso para ele. Afirmou que conviver com Dona Gê é aprender uma grande lição de simplicidade e dedicação.

 

Pe. Luiz Carlos Amorim ressaltou a importância de celebrar esse dia de convivência na festa de São João Maria Vianney, o Patrono dos sacerdotes. De fato, O Cura D'Ars foi modelo para todos os padres. Agradece a Deus pelos 25 anos de dedicação de Dona Gê ao trabalho no Seminário:

 

Pe. Paulo Sérgio, Vigário Geral da Diocese, seguramente é quem melhor conhece Dona Geralda, visto que trabalhou muitos anos com a formação sacerdotal, em Belo Horizonte. Afirma que, ao longo desses 25 anos, Dona Geralda cozinhou para mais de 60 padres. Sua dedicação e simplicidade fizeram com que ela angariasse a simpatia de todos. Hoje ele agradece a Deus pelo dia do padre e também pela homenagem sincera que o clero prestou à Dona Gê

 

Pe. Célio, Vigário Forâneo na Forania Nossa Senhora da Piedade, em Pará de Minas, falou sobre a importância de se celebrar o dia do padre. O que se celebra nesse dia é o grande desejo de servir ao povo de Deus, pois o padre é alguém que está sempre voltado para servir ao povo e à Diocese, naquilo que ela precisa. Juntamente com Pe. Moacir Tavares, pediu as orações de todos:

 

Dom José Carlos de Souza Campos celebrou o dia do padre pela primeira vez, na condição de Bispo de sua própria diocese. Fez questão de lembrar São João Maria Vianney e invocou sua proteção para o clero da Diocese, um clero jovem e dedicado, segundo ele.

 

 

 

Leia abaixo o texto de Pe. Aldair homenageando Dona Gê:

G de Graça

Como é bom conviver com uma pessoa por tanto tempo! Mas o tempo se torna relativo… “Um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia (2Pd 3,8)”. Tudo isso, porque quando se ama e faz com amor, tudo se transforma. Assim, para a vida daqueles que temem a Deus tudo se torna eterna esperança, na alegria ou na dor, na saúde ou na doença…todos os dias de sua vida. É um verdadeiro matrimonio da graça de Deus em nós e de nós em sua graça que nunca falha. Nesse eterno enamorar de Deus sobre nós tantas coisas bonitas vão acontecendo e ao mesmo tempo Ele permite que em nossos caminhos tantas pessoas de bem venham conviver conosco.

Para ser padre, é preciso um tempo dedicado aos estudos e a vida comunitária que se misturam num total de no mínimo oito anos. Nesses, conhecemos pessoas caridosas que nos ajudam a viver o momento presente sem lembrar que ainda faltaríamos mais tantos anos pela frente. Isso tudo é carinho de Deus sobre nós. Dessa forma conhecemos e recebemos tantas GRAÇAS durante essa caminhada vocacional. Uma delas é a graça de Deus D. Maria Geralda (Dona Gê), que nesse mês de agosto de 2014 completou bodas de prata prestando serviços ao Seminário de Teologia em Belo Horizonte. Completam-se seus 25 anos de labuta e suor, mas de alegrias e lágrimas por cada um que se ordenou.

Como autoridade naquela cozinha do seminário, é ela quem sabe fazer seus deliciosos pratos, dos mais simples aos mais sofisticados, usando dos mais tradicionais temperos e truques que só ela sabe fazer muito bem. Ahhhh Dona Gê, como não lembrar agora daquelas fumaças de gorduras que saíam das panelas ao refogar tantos pratos deliciosos. A cozinha se inebriava daquela fumaça e eu pra não feder gordura, tinha que sair correndo. Ao mesmo tempo em que eu corria a senhora ria. Acho até que a senhora fazia tudo isso de propósito, só pra me ver correndo daquela fumaceira. Mas o tempo foi passando…. Mesmo sendo relativo ele nos escapa pelas mãos e entre os dedos. Ele nos foge do controle e quando nos deparamos com calendários e datas, percebemos que alguns anos se passaram. A sua história no meio de nós, seminaristas, padres, bispos, e tantos outros, já está marcada e nunca será esquecida. Lembramos do seu jeito de ser e de viver, na simplicidade de todos os dias. Como foi bom para todos nós, conhecê-la! Como aprendemos tanto com você em quatro anos que convivemos juntos.

Lembro ainda de um detalhe: os quitutes que lhe torna uma rainha na cozinha são também dotes que lhe tornam uma pessoa bela pelo tudo que nos ensinou. Você não foi só alguém que nos matou a fome com almoços, sopas, empadão… Você foi e será para sempre em nosso meio aquela que nos inspira Deus pelo seu jeito de ser nos alimentado sempre com seu sorriso e sua simplicidade.
Ao final, ouço você dizer para nós… UÊÊÊÊ…

Por Pe. Aldair – Edição de áudio e complementação: Pe. Gabriel