Clero de Divinópolis discute tema da Campanha da Fraternidade

18 de fevereiro de 2014

O Clero da Diocese de Divinópolis – Cerca de 80 sacerdotes – discutiram, na reunião do clero do mês de fevereiro(18/02) o tema da Campanha da Fraternidade de 20014. O conferencista convidado para expor sobre o tema: Tráfico de seres humanos foi Dr. Leonardo Pio.

Dr. Leonardo é Delegado de Polícia – Corregedor Adido d Polícia Civil de Minas Gerais. É também Professor Universitário  – Especialista em Direito Público  e Privado.

 

Dr. Leonardo parabenizou a Igreja por colocar um tema tão relevante no ano em que o Brasil está mais sujeito a esse tipo de criminalidade, por causa da Copa do Mundo. Disse também que a Dignidade da pessoa humana encontra amparo constitucional (ver Constituição de 88 – Art. 1º, III.

 

Muitos pontos da Conferência de Dr. Leonardo foram retratados pelo Texto Base da Campanha da Fraternidade. Diversos sacerdotes participaram da conferência e alegaram suas preocupações com o tema.

 

Vivemos numa sociedade globalizada que ainda não venceu os dramas da pobreza. Por causa disso, muita gente cai na conversa de agenciadores que prometem melhores condições de vida para as pessoas e acabam enganando-as. Em sua fala, Dr. Leonardo disse que o tráfico de pessoas é maior nos Estados de Pernambuco, Bahia e Mato Grosso do Sul. A conferência ajudou os sacerdotes a pensar sobre o tema que foi proposto pela CNBB. No período quaresmal esse tema deverá ser amplamente discutido em todo o Brasil.

 

Clique aqui e confira o comentário de Dr. Leonardo e de alguns sacerdotes:

 

Padre José Carlos comenta sobre o assunto; assita:

 

 

Padre Luis Carlos Amorim também fala sobre o tema da CF 2014; assita:

 

 

Carlos Roberto fala sobre a Campanha da Fraternidade 2014

 

 

 

 

Entenda um pouco mais sobre o tema “Fraternidade e Tráfico Humano”

 

O tráfico humano, também chamado de tráfico de pessoas, é uma das atividades ilegais que mais se expandiu no século XXI, pois, na busca por melhores condições de vida, muitas pessoas são ludibriadas por criminosos que oferecem empregos com alta remuneração. Esses “agentes” atuam em escala regional, nacional e internacional, privando a liberdade de indivíduos que sonham um futuro melhor.

O tráfico de pessoas consiste no ato de comercializar, escravizar, explorar, privar vidas, ou seja, é uma forma de violação dos direitos humanos. Normalmente, as vítimas são obrigadas a realizar trabalhos forçados sem qualquer tipo de remuneração – prostituição, serviços braçais, domésticos, em pequenas fábricas, entre outros –, além de algumas delas terem órgãos removidos e comercializados.

As vítimas já chegam endividadas ao destino de “trabalho”, pois elas têm que pagar aos traficantes valores elevadíssimos referentes à viagem, hospedagem, documentação, alimentação, roupas, e outros itens.

O problema é que essa dívida, através da cobrança de juros altos, toma proporções de forma que nunca poderá ser paga. Sendo assim, os criminosos passam a ameaçar e torturar os “devedores”.

As mulheres são o principal alvo, pois o retorno financeiro para os traficantes é maior, visto que a prostituição, atividade mais desenvolvida por pessoas do sexo feminino, é o destino de 79% das vítimas do tráfico humano. O trabalho forçado, exercido por homens, mulheres e crianças, representa 18%. Essa atividade movimenta cerca de 32 bilhões de dólares por ano, privando a vida de mais de 2,5 milhões de pessoas.

 

 

 

 

 

Texto: Padre Geraldo Gabriel

Fotos: Túlio Veloso