Santa Missa em Rito Tridentino é celebrada na Matriz de Sant'Ana, em Itaúna
Aconteceu, na Matriz de Sant’ana, de Itaúna, na manhã do dia 13 de dezembro, às nove horas, uma Santa Missa no chamado Rito Tridentino ou Rito de São Pio V. A mesma foi oficiada pelo Padre Adriano Bolognani, vigário paroquial de Sant’ana.
Esta celebração ocorreu com as devidas licenças eclesiásticas diocesanas, dadas pelo bispo Dom José Carlos e dentro das orientações da Santa Igreja, através de um documento do então Papa Bento XVI, o Motu Próprio “Summorum Pontificum” ( de julho de 2007), que esclarece que coexistem, dentro da Santa Igreja, as duas expressões da “lex orandi” para a celebração da Santa Missa – o rito do Vaticano II ( que todos conhecem), dito rito ordinário, e o rito Tridentino ou de São Pio V ( anterior ao Concílio Vaticano II), em latim, dito extraordinário.
Elucidamos que não se trata de fomentar saudosismos ou encenar ritos da antiguidade ou, muito menos, adotar uma postura tradicionalista de uma Igreja fossilizada em um passado distante e que não mais conseguiria dialogar ou atender às necessidades pastorais do mundo contemporâneo. Existe, dentro de nossa paróquia e cidade, ( e em diversas outras espalhadas pelo Brasil), um grupo de fiéis, instruídos e de boa vontade, que gostariam, de vez por outra, celebrar a Fé dentro da riqueza litúrgica que a Santa Igreja jamais aboliu. Tão pouco este grupo manifesta-se contrário ao atual Magistério da Igreja ou nega os inspirados e necessários avanços do Concílio Vaticano II ( 1962-1965). Não se busca, com isto, tradicionalismos anacrônicos; mas a manutenção da sadia Tradição católica, tanto que as leituras foram e sempre serão proclamadas no vernáculo e se buscará o incentivo da retomada do nobre canto gregoriano. Sempre com as devidas aprovações eclesiásticas necessárias.
Houve boa participação de fiéis, em torno de cem pessoas; inclusive com as senhoras utilizando o véu durante o culto; que caiu em desuso, mas não sendo proibido o seu uso.
Tudo o que se quer, é o direito de se louvar o Senhor conforme nossa própria espiritualidade; uma vez que já acontecem a Missa Conga e a Missa Sertaneja para satisfazerem-se a essas inspirações contemporâneas. É a unidade na diversidade da Santa Igreja.
Em tudo, louvai o Senhor! Laus Deo!
Texto: Luiz Mascarenhas
Fotos: Cristina Santos